Ontem eu saí, tive medo de ficar na solidão
Confundi o ódio em sentimento de paixão
Eu vi a prostituta rindo, amando de coração
Amando seu homem sem pensar em solidão
Eu vi um homem sem cama fazendo poesia
Vagabundo cantando, e a sua amada dormia
Eu vi estrelas na noite que até então não via
Tudo isso acontecia enquanto você dormia
Eu vi o tempo parar, só para ouvir a poesia
E uma canção de amor que um bêbado fazia
Extasiei-me sem saber se era noite ou dia
Libertei-me para sempre das suas ironias
O tempo que eu estive ao seu lado dormia
Quando eu acordei vi estrelas fazendo folia
Feridas da vida doem, cicatrizam na canção
Marcas que ficam quem apaga é o coração
Sem saber por que, eu ri, senti você chegar
Eu vi, ouvi, chorei, falei de você pra o mar.
domingo, 23 de dezembro de 2012
Eu Vi
Laus Deo/Louvor a Deus
Ab incunabulis... Ora pro nobis,
Nota bene, homo faber:
Homo sapiens docendo discitur, quantum sufficit
Vinum et musica laetificant cor, Deo juvante
Jure et facto, omnia vincit Deo et amor
Gloria Patri
Desde o princípio... Rogai por nós
Note bem, homem artesão:
O homem sábio aprende ensinando, o necessário
O vinho e a música alegram o coração, com a ajuda de Deus
De direito e de fato, o amor de Deus vence todas as coisas
Glória ao Pai
Nota: escrito em Latim. Língua indo-europeia, falada pelos habitantes do Lácio e, depois, em todo o Império Romano, do séc. VII a.C. ao V da era cristã.
BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Trad. João Ferreira de Almeida. 2. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993. Edição Revista e Atualizada no Brasil.
Dicionário de Latim. Disponível em: <http://www.dicionariodelatim.com.br/>, acesso em: 25/06/2012.
Dicionário online Caldas Aulete. Disponível em:<http://aulete.uol.com.br/site.php?mdl=aulete_digital>, acesso em: 25/06/2012.
sábado, 22 de dezembro de 2012
A INTERTEXTUALIDADE DE MACHADO DE ASSIS
1Estudo crítico dos princípios, hipóteses e resultados das ciências já constituídas, e que visa a determinar os fundamentos lógicos, o valor e o alcance objetivo delas; teoria da ciência, do conhecimento.
2A arte dos sinais. Denominação utilizada, principalmente pelos autores norte-americanos, para a ciência geral do signo; semiologia, ciência geral dos signos, segundo Ferdinand Saussure, que estuda todos os fenômenos culturais como se fossem sistemas de signos. Em oposição à linguística, que se restringe ao estudo dos signos linguísticos, ou seja, da linguagem, a semiologia tem por objetivo qualquer sistema de signos (imagens, gestos, vestuários, ritos, etc.).
3Relativo a atemporal, em que não há tempo; fora do domínio do tempo.
4A linguagem utilizada para descrever outra linguagem ou qualquer sistema de significação: todo discurso acerca de uma língua, como as definições dos dicionários, as regras gramaticais, etc.
5Possui graduação em Engenharia Mecânica com habilitação em Controle e Automação pela Universidade Cruzeiro do Sul – UNICSUL.
ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. 28ª edição, São Paulo; Editora Scipione, 1994, p. 150.
Declaração Lusofônica
A Tristeza da Letra Agá
Não tenho sentido
algum, não correspondo a nenhum som. Vivo de favores etimológicos: no início de
certas palavras, no fim de algumas interjeições ou em alguns dígrafos. Sou
apenas um símbolo; excluíram-me até do meu nome!
Juntar-me-ei ao “K”, ao “W” e ao “Y”, vou embora, para sempre! Pensando bem, não vai ser possível... elas voltaram para o alfabeto após a reforma da língua portuguesa. Que dificuldade.
E se eu fizer um protesto? Acho que não adianta, a fonética nem irá notar, eu não existo para ela.
Eu quero existir para as crianças, e que digam ao aprender: “A de avião!”, “B de bombom!” e “agá” de algo que não seja: homem, Helena... Elas podem existir sem mim.
Estou triste... Por favor, ajudem-me! Deem sentido à minha existência para que eu não sirva só de enfeite ou companhia para as palavras. Existir não é apenas ocupar um lugar no espaço, mas ter uma função.
Ah! Lembrei-me de um detalhe... Existe uma coisa que me deixa orgulhosa... é que a Bahia jamais seria a mesma sem agá.
Renato Luiz de Oliveira Ferreira
Obs.:
Obra registrada na Fundação da Biblioteca Nacional. A mesma pode ser divulgada
desde que seja mantida a autoria.