quinta-feira, 14 de maio de 2020

MEIOS PARA ALCANÇAR UM DESÍGNIO


Para atingir um objetivo é preciso estar acompanhado de lealdade, fé, planejamento e dedicação. Em seguida é necessário fechar os olhos para os invídios, a boca para os incrédulos e os ouvidos para os críticos.  Depois basta inspirar e expirar lentamente... manter o silêncio, a mente alerta, sentir a paz espiritual, enxergar através da luz da razão, falar com o coração, ouvir a voz dos que acreditam e apoiam, refletir e seguir em frente... Chegará um momento em que a inveja irá se transformar em exemplo a seguir, a semente da fé brotará do coração dos descrentes, o reconhecimento surgirá do meio dos censuradores e, juntos daqueles que incentivaram, aplaudirão de pé a realização de um sonho. A esperança não é a última que morre. Ela é simplesmente imortal.

Renato Luiz de Oliveira Ferreira

quinta-feira, 30 de abril de 2020

A difícil arte de substituir


Há um equívoco quando dizem que ninguém é insubstituível, porque simplesmente trocar uma pessoa por outra é muito fácil; porém, o grande desafio para a humanidade é descobrir um substituto à altura. Isso sem esquecer de que há casos impossíveis devido às questões sentimentais.

Renato Luiz de Oliveira Ferreira

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Quem sou eu?


Para a indagação proposta não há uma resposta simples, pois se trata de uma regressão à essência humana. Para dar início a essa viagem, faz-se necessária uma contextualização sobre os problemas metafísicos.

 A Metafísica, ou Ontologia, é o estudo da natureza dos seres, isto é, o ser enquanto ser. Conforme aprendemos, não é simplesmente o termo criado por Andrônico de Rodes, “além da física”, mas pode ser “além do físico”, pois nos traz o questionamento da consciência em busca de algo temporariamente inconsciente, com o intuito de ultrapassar os limites da lucidez e do racional para que possam emergir respostas sobre nós mesmos.

 Na fábula “Conselho de uma lagarta”, da obra Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, fica clara a ideia de fluidez da vida. A personagem, Alice, demonstra que mudamos com o tempo, o que nos remete ao pensamento de Heráclito: “Não entramos duas vezes no mesmo rio, pois nós e as águas não seremos os mesmos”. Sendo assim, para responder ao questionamento: “quem sou eu?”, inicio com uma senoide que representa a vida em função do tempo.


Disponível em: <https://renatoluizdeoliveiraferreira.blogspot.com/search/label/Poesias>.


 Ao fazer uma viagem ao meu passado, percebo a diferença em relação ao meu presente. O passado é um ponto final; porém, o futuro é como um sinal de reticências, isto é, algo aberto a novas possibilidades. Sou um ser em constante movimento e transformação, com o presente no centro e o futuro e o passado ao redor ― ou seja, a energia para as mudanças de que preciso.

 Mesmo assim, ainda não consigo responder à pergunta: “quem sou eu?”, porque estou entre a cosmogonia e a cosmologia. Posso dizer que sou imagem e semelhança de Deus, mas isso faz parte de minha fé e posso considerar, até certo ponto, como algo cosmogônico. Chego a um provável limite, ou seja, temporariamente sem resposta...

 Pensando no cosmológico posso querer saber mais sobre Deus e o Universo, mas também terei uma limitação. Assim, em ambas as situações, cosmogônica e cosmológica, esbarrarei nas questões metafísicas e ainda não conseguirei dar a resposta exata de quem realmente sou.

 Eu “sou uma incógnita?”, “um nada temporário?”. Pensando assim, ainda não saberei... Ficarei parado no limiar do mundo metafísico esperando uma solução e, enquanto não enxergo a luz do conhecimento, só consigo perceber que, no universal, sou um particular e, materialmente, transitório, mas com a alma perene.

 Portanto, eu sou um “ser metafísico-atemporal” em constante movimento, induzido por uma energia potencial chamada passado e movido por uma energia cinética chamada presente, rumo a um futuro incerto.

 E quem é você? 






REFERÊNCIAS

CARROLL, Lewis. Alice no país das maravilhas. Tradução de Rosaura Eichenberg. Revisão de Cláudia Laitano e Renato Deitos. Porto Alegre: L&PM, 2006.

FERREIRA, Renato Luiz de Oliveira. A vida em função do tempo.  Disponível em: http://renatoluizdeoliveiraferreira.blogspot.com/2015/06/a-vida-em-funcao-do-tempo_2.html. Acesso em: 1 outubro de 2019.

 



 
 

 

 

 


sexta-feira, 23 de agosto de 2019

A luta contra a barreira no ensino de Filosofia no Ensino Médio


É paradoxal o discurso de inibição do ensino de Filosofia no Ensino Médio. Sócrates morreu inocentemente após acusado de manipular a juventude de sua época. A Filosofia ainda continua incomodando. Numa analogia à música infantil: “Um estudante de Filosofia incomoda muita gente, dois estudantes incomodam muito mais; três estudantes incomodam muita gente, quatro incomodam, incomodam...”.
No século XVIII através do Iluminismo ocorreu um movimento intelectual contra o poder da Igreja, do obscurantismo e estupidez para um novo mundo esclarecido pela luz da razão. Agora o mundo está na era do conhecimento, há acesso através de celulares e computadores à rede internet, livros, artigos etc. É ideológico o discurso contra o ensino de Filosofia e a busca constante pelo conhecimento. A essência do discurso é a mesma dos que a retiraram da grade. Temia-se a reflexão crítica, questionamentos, achavam a disciplina perigosa (ameaçadora), além da opção pelo modelo capitalista e a industrialização que envolvia muitas áreas, inclusive a da educação. A Filosofia não era rentável e importante para o modelo proposto. A educação tecnicista era o importante.
Para romper esta barreira ideológica é preciso a união de pessoas conscientes envolvidas com a causa, contra o poder de manipulação política, midiática, religiosa, militar, econômica, dogmática, que reapareceu neste país e criou um efeito mimético de que a esquerda é a única responsável por todos os problemas do cotidiano. Há interesse de grupos fundamentalistas em continuar existindo no Brasil uma população desinformada, de fácil manipulação, sem consciência do seu verdadeiro papel para que continue a exploração, a corrupção e a defesa dos seus interesses.
Para criar o apetite no aluno é preciso metodologias voltadas para esclarecer o verdadeiro motivo do ensino de Filosofia e seus ganhos, gerando um efeito mimético favorável à proposta da continuidade do ensino da disciplina. Isso já tem de começar na formação dos docentes, pois são pensadores importantes neste processo, e não devem fazer parte da servidão voluntária que o Estado e grupos tentam impor. São conceitos a serem repassados ao aluno para torná-lo livre no pensar e na promoção do diálogo.
Uma metodologia importante a ser utilizada é a educação libertadora de Paulo Freire de forma que o professor seja um mediador, saiba trabalhar a cognição identificando o nível de alfabetização e letramento do aluno para que também trabalhe a hermenêutica, etimologia, senso crítico, moral, ética, conhecimentos científico, teológico, filosófico etc., com interação com as demais disciplinas, sendo assim, o sujeito de seu discurso, indo contra a degradação da experiência na modernidade e a nova barbárie formadora de indivíduos isolados e solitários, longe da alteridade, conforme afirma o filósofo Walter Benjamim. Portanto, a juventude precisa liberar a sua energia pulsional em busca do conhecimento, o grande lema da Filosofia.




NOTA


Tema apresentado no Fórum de Metodologia de Ensino do curso de Filosofia da Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul) em maio de 2018.